Por que você deveria ter seu próprio site?

Quase todo mundo que trabalha com tecnologia publica alguma coisa em algum lugar. Quase ninguém publica em um lugar que seja seu.

O aluguel invisível

Quando você escreve em uma plataforma, o texto é seu, mas a distribuição não. Quem decide quantas pessoas veem é o algoritmo. Quem decide o formato é o produto. Quem decide se aquilo continua existindo daqui a cinco anos é uma empresa que não te consultou.

Isso não é um argumento contra rede social, é um argumento contra ter só rede social. O problema não é publicar lá. É não ter para onde apontar quando alguém pergunta o que você faz.

O que muda quando o endereço é seu

Um site próprio não muda de layout porque a plataforma resolveu testar uma coisa nova. Não enterra o que você escreveu há dois anos. Não limita o tamanho do texto nem o tipo de conteúdo. E, principalmente, ele acumula: cada coisa que você publica soma no mesmo lugar, em vez de virar mais um post que desce no feed.

Uma rede social te dá alcance. Um site te dá endereço.

Não precisa ser grande

A maior parte das pessoas trava aqui, porque imagina que precisa de um portfólio completo, com dez projetos e um blog atualizado toda semana. Não precisa. Uma página com quem você é, o que você faz e como te encontrar já resolve mais do que um perfil espalhado em quatro plataformas.

O site pode crescer depois. O que não dá para recuperar é o tempo em que você não tinha nenhum lugar para onde mandar as pessoas.

O efeito colateral

Tem um ganho que ninguém menciona: construir o próprio site te obriga a explicar o que você faz em voz clara. É difícil escrever a frase que resume seu trabalho. E é exatamente essa frase que você vai usar na próxima entrevista, na próxima proposta e na próxima conversa que começa com “então, com o que você trabalha?”.

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